Meu desalento é por sempre errar o alvo dos meus (eternos) primeiros amores. Sabe-se lá se há alguém que os acerte e por não ler pensamentos sinto-me a desafortunada em percepções de flertes futuros, casos presentes.
A vida é movida por um sossego que me desassossega a alma, um ritmo descompassado ao do coração, peito pulsa em milésimos de segundos, sente tudo, tudo quer. Mas as pernas…se arrastam.
Quero o pulso e o impulso dos enamorados, intenso, tenso.
Admiração é uma forma de amor. Amizade, é uma forma de amor. Então posso dizer que te amo sem o desejo que outrora me abatera.
Agora te amo porque és importante ao que sou neste instante. Te amo pois provoca desequilíbrios em minha alma. Que te quer junto, crescendo, sorrindo, chorando, aprendendo. Te amo porque te admiro.
Fez parte do meu caminho. Então te amo por te querer sempre comigo.
Amo porque compartilha. Te amo por dividir comigo as estruturas que te formaram.
Te amo pois é a única forma de dizer com verdade o “muito obrigada” que merece.
Te amo porque és. E sua presença me importa.
| — | Neil Gaiman, The Graveyard Book (via excessivebookshelf) |




