Abra minhas pernas no meio da noite, no meio do sono, me lambuza com as gotas de porra de amor, me faz consentir. Enfia, me machuca com esse caco de vidro chamado desejo, quanto mais infinca, mais sangro e eu quero é rolar com você nas poças. Me enfraqueça a ponto de só poder recarregar no seus braços, com seu cheiro. Me desfaleça, pra eu renascer no teu colo.
Não vou mais escrever pra tentar parecer algo que não sou, mostrar sentimentos que não me pertencem. Agora eu quero ser. Já julguei demais, me precipitei em opiniões, quis dar aquilo que não tenho.
Mas a máscara cai, caiu pra mim, e já não me aguento do jeito que estou, cheguei a um estado de conformismo com o pouco que eu fiz de mim, com a falta de personalidade em que me coloquei. Tudo que é demais sobra, e sobrei, sobrei de tanto que faltou, tentei me preencher e ficaram vãos, vã vida de quem não vive.
Já me questionei sobre tudo, meus gostos, vontades, lenta construção de sonhos, de realizações, vontades, o que é de coração e o que é embalismo, fogo de palha, e nunca, NUNCA, chego à uma conclusão. Minha falta de certezas, por momentâneas que sejam, me prendem, seguram tudo que eu “poderia, deveria, faria”.
Iria, mas não tentaria e nem chegaria à lugar algum. Sequer tentara, por não saber pra onde seguir.
E não estou triste, hoje, até feliz, por ter vivido um bom dia, mas SEMPRE falta, e quando a ausência é de algo externo, em uma procura encontro, compro ou empresto, mas e a falta dentro de si? Que não é física, não é matéria, só o abstrato em busca de algo que NÃO SE SABE o que é.
Deus sabe o que se passa, não posso abandoná-lo agora, mas preciso que se mostre, dentro de mim, acorde a menina de verdade agora, a que eu sou, me mostra do que é feita minha alma. Ressucita-me.
Me atrapalhei com minha lentidão, tropecei em meus próprios passos, tento buscar referências de todos os lados, corro em círculos.
E rio, pão e circo é minha vida, não dramatizei nem caí, no caos ou na depressão, pq tenho coisas à me conformar, ou pode ser gratidão, perda de tempo, mesmo a fé, que torta torta, ainda me segura.
Não chego à lugar nenhum nunca, cansei de equilíbrio, sempre me falta a coragem. Não muito isso, menos daquilo, e o “se” prevalente em tudo que faço, assim não conseguirei ir muito longe. Preciso de excessos em 2012, pensar menos, agir, agir, agir, run Karla, run, now or never.
E ser consciente de todo o erro, me complica, não dá pra pensar muito pra mudar. A gente só muda e pronto. Tem que viver.
Tão fácil pra uns, pra mim um emaranhado de questões sem respostas, e o coração, que dizem ser o caminho pra tudo, cadê? O meu ficou bem escondido debaixo de diversos porquês, e pra tirá-lo de lá, preciso de aju..da.
Não me entrego à nada, à ninguém, nem mesmo um propósito que eu mesma me coloquei. Sempre estou a me sentir inadequada. Lugar nenhum é o meu, a não ser o escuro, minha cama.
CHEGA.
Deus, dá um jeito, tenho uma semana pra mais um ano, não pode ser igual, não posso ser igual, farei minha parte. Vem junto comigo.
Só quero um sentido.
Via: eatsleepdraw
Adotei o preto e branco, surgiu o branco e preto.
Agora um tottaly black, um rajado, uma cinzenta, todos visitando a humilde residência.
Céus, de onde surgeeem <o>


![Via: onceafire
-Cummings
WOW.
All this to live, and I’m ALONE […]](http://25.media.tumblr.com/tumblr_lwptqcB1qy1r7qix0o1_500.jpg)


